A História da ScharlauO nome "Scharlau" foi dado ao bairro devido a grande maioria dos imóveis pertencerem a família Scharlau. Na época da criação da Scharlau, já havia o Aero-Clube, que ajudou a projetar o nome do Bairro. A rodovia BR-116 ainda não possuia asfalto e já existia a sede do 10º Distrito Rodoviário Federal. No ano de 1940, haviam algumas edificações no bairro e a Indústria de Calçados Walberto Ltda, que mais tarde se transformou em Manufatura de calçados Ltda. Na mesma época surgia também a Fabrica de Pentes e o Hotel Colling. Como não haviam opções de diversão no bairro, no ano de 1944 foi fundado o Esporte Clube Madecal que mais tarde tornou-se o Esporte Clube Guarany, hoje Sociedade Esportiva Guarany. Surge mais uma fábrica, o Calçados Ody, na RS 240. É aberto no bairro um posto de gasolina. Surgiam também o Hotel Federal, dois Atacados de Cereais, uma borracharia e a Calçados Liara. Mais tarde vieram para a Scharlau a família de Césaro, que começaram com um atacado e hoje administram o grupo Unidão. No ano de 1954 é fundada a Sociedade Recreativa União. Em 1958, surge a Indústria de Formas Aguilar. Neste meio tempo, foi aberta também na Scharlau uma madeireira. Mais tarde se estabeleceram no bairro a fábrica de sabão Marabá, um moinho de milho, e surgia a primeira Loja de Tecidos. Com o grande crescimento do Bairro surgiram as comunidades católica e Evangélica que construíram duas igrejas quase ao mesmo tempo. Por volta dos anos 60 vieram para a Scharlau os irmãos Möhler, que se estabeleceram com uma borracharia, esta aos poucos foi crescendo e tornou-se a Borrachas Tipler. Hoje uma das maiores empresas do ramo na região. Na época do "milagre brasileiro" dos anos 70 a Scharlau obteve um crescimento muito expressivo em todas as áreas, tanto residencial, comercial e industrial. Centenas de estabelecimentos surgiram. Esse crescimento entretanto não foi acompanhado de investimentos em infra-estrutura necessários, pois o Bairro sempre foi esquecido pelo centro de São Leopoldo. Nos anos 80 a Scharlau continuava a crescer num ritmo acelerado, com vinda de várias agências bancárias, indústrias e novos loteamentos, entretanto sofria-se com constantes faltas de abastecimento de água, valões a céu aberto e o terrível flagelo das enchentes, uma vez que existia diques apenas do lado sul do rio para proteger o centro de São Leopoldo. Junto com os problemas cresceram também a indignação dos Scharlauenses com o abandono. Movimentos de emancipação ganharam força e provocaram uma forte reação contrária em setores do restante do município interessados apenas na "arrecadação" da Scharlau. Mesmo não tendo sucesso, esses movimentos de indignação com o descaso foram úteis para o Bairro. Nos anos 80 e 90 foram feitos diques no lado Norte do rio, protegendo a Scharlau de enchentes, e outras obras como a cobertura asfáltica das ruas, a normalização de abastecimento de água e canalização de valões. Atualmente a Scharlau possui uma infra-estrutura bem melhor que nas décadas passadas e é cada vez mais conhecida do resto do estado, principalmente pela sua importância sócio-econômica. Com 40% do faturamento da cidade de São Leopoldo, a Scharlau é praticamente uma cidade. Se Scharlau fosse emancipada de São Leopoldo, como fizeram as prósperas cidades de Novo Hamburgo, Estância Velha, Portão, Sapucaia do Sul, entre outras, a Scharlau já estaria hoje entre as 50 maiores cidades do estado do Rio Grande do Sul. Algumas passagens são baseadas no livro de Selvino Bühler - "Minha Família por testemunho" - São Leopoldo 1999. Se você tiver informações importantes sobre o Bairro que não foram apresentadas aqui ou quiser enviar fotos da época favor enviar para o E-mail: firmar@firmar.com.br
Se você quiser saber sobre a cidade de São Leopoldo, acesse o site da Prefeitura Municipal de São Leopoldo
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